Já dizia um poeta qualquer: “Melhor que pular Carnaval é pular de bungee jump”. E já dizia também nossa constituição: “Democraticamente a opinião da maioria prevalece na opinião da minoria”, e os carnavalescos sucumbem a encarar novamente a realidade, de frente.
Chega de folia, de foliões, de bonecos de Olinda (plagiando evidentemente o gigantesco boneco de marshmellow do filme Os Caça Fantasmas), chega de ilusão, porque o Carnaval é pura ilusão! Um autêntico conto de fadas alterando apenas os protagonistas. Em vez de anteninhas, sapatinhos de cristal, asinhas e varinhas de condão, fantasiamos plumas, adereços, carros alegóricos e abadas (éca).
Será que agora vamos trabalhar em paz sem ouvir batucadas e ver silicones na televisão?
Para certa massa, o som dos batuques continua até a semana santa, para outros muitos a quarta feira de cinzas é inaugural, representa o início do ano letivo, de mais um ano de trabalho, de metas e objetivos, de aquisições e conquistas.
É hora de produzir e de cobrar quem me deve desde o ano passado. No entanto, é interessante avaliar o procedimento desse “interlúdio” de etapas, pós apuração.
Embora já me encontre em 2010, vou virar as páginas do meu calendário de geladeira para 2009, e analisar nosso sintomático período improdutivo: do Natal até o Carnaval. Período este onde todas as indiferenças, divergências, indigestões sociais, políticas e nossos problemas em geral são arremessados para outra galáxia.
O brasileiro se veste de otimismo e se pinta de esperança! A indignação dá lugar ao capitalismo, tão dinâmico quanto aos jogos de roleta nos cassinos, aonde vamos da euforia à tristeza em apenas uma jogada. Aqui, na ordem inversa, vamos de São Paulo ao Guarujá em 4 horas ou mais! Vamos enfrentar fila, trânsito, falta de água, padaria lotada, tudo em prol das sete ondinhas...
Mas o que fazer diante de uma cultura préestabelecida por nós mesmos em transformar 12 meses de um ano em apenas 9? Estou contabilizando as férias e os feriados.
Mas calma, se durante o decorrer desses 9 meses incessantes e árduos de trabalho alguma coisa cair por terra, culpamos Deus, claro, porque nessas horas ele é um plano de fundo para as pessoas mais preguiçosas, inclinadas a criar mitos e achar que Deus ou algum Santo resolve tudo.
De qualquer forma, vamos convivendo com a meta, a meta da sobrevivência, porque viver cabe somente ao período gestativo entre o Natal e o Carnaval.
Chega de folia, de foliões, de bonecos de Olinda (plagiando evidentemente o gigantesco boneco de marshmellow do filme Os Caça Fantasmas), chega de ilusão, porque o Carnaval é pura ilusão! Um autêntico conto de fadas alterando apenas os protagonistas. Em vez de anteninhas, sapatinhos de cristal, asinhas e varinhas de condão, fantasiamos plumas, adereços, carros alegóricos e abadas (éca).
Será que agora vamos trabalhar em paz sem ouvir batucadas e ver silicones na televisão?
Para certa massa, o som dos batuques continua até a semana santa, para outros muitos a quarta feira de cinzas é inaugural, representa o início do ano letivo, de mais um ano de trabalho, de metas e objetivos, de aquisições e conquistas.
É hora de produzir e de cobrar quem me deve desde o ano passado. No entanto, é interessante avaliar o procedimento desse “interlúdio” de etapas, pós apuração.
Embora já me encontre em 2010, vou virar as páginas do meu calendário de geladeira para 2009, e analisar nosso sintomático período improdutivo: do Natal até o Carnaval. Período este onde todas as indiferenças, divergências, indigestões sociais, políticas e nossos problemas em geral são arremessados para outra galáxia.
O brasileiro se veste de otimismo e se pinta de esperança! A indignação dá lugar ao capitalismo, tão dinâmico quanto aos jogos de roleta nos cassinos, aonde vamos da euforia à tristeza em apenas uma jogada. Aqui, na ordem inversa, vamos de São Paulo ao Guarujá em 4 horas ou mais! Vamos enfrentar fila, trânsito, falta de água, padaria lotada, tudo em prol das sete ondinhas...
Mas o que fazer diante de uma cultura préestabelecida por nós mesmos em transformar 12 meses de um ano em apenas 9? Estou contabilizando as férias e os feriados.
Mas calma, se durante o decorrer desses 9 meses incessantes e árduos de trabalho alguma coisa cair por terra, culpamos Deus, claro, porque nessas horas ele é um plano de fundo para as pessoas mais preguiçosas, inclinadas a criar mitos e achar que Deus ou algum Santo resolve tudo.
De qualquer forma, vamos convivendo com a meta, a meta da sobrevivência, porque viver cabe somente ao período gestativo entre o Natal e o Carnaval.
Agora é levantar a cabeça, estufar o peito e enfrentar os desafios!
ResponderExcluirO pior já passou? será?
Achei triste este texto...... fiquei desanimada!
ResponderExcluirrisos
Encontrei alguém q odeia o carnaval tanto qto eu...hahaha..é tão bom ter acabado o carnaval...poderiamos pular essa data ano que vem....
ResponderExcluirAmei....
Bjos
O período gestativo é entre o Carnaval e o Natal e não o contrário.
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