
Começa com a fama e os holofotes do sucesso perseguindo-os incansavelmente: dinheiro, conforto, status e mulheres. Depois, aos poucos, vem a descida, lentamente, dia após dia...
Seus programas deixam o horário nobre e começam a passar nos horários mais inoportunos... Até cair no Cartoon Network de madrugada e por fim, no ostracismo...
Com o passar dos anos, salvo algumas exceções, eles se imortalizam em nossas recordações, porém, para assisti-los, ficamos refém do You Tube... E só.
Anônimos, famosos, conhecidos, desconhecidos, reverenciados e mal falados: a velhice vai nos pegar um dia!
... A velhice nos alcança devagarinho feito uma tartaruga ao atravessar uma extensa sala de estar, passe o tempo que passar, ela sabe que vai chegar ao outro lado... Para nós, meros mortais, a velhice é a confirmação dos resíduos da nossa vida no passado, mas, e para os heróis da nossa infância e os personagens dos nossos desenhos favoritos?
Bengalas, dentaduras, coréga, cachecóis de lãs e sessão da tarde substituem os poderes mágicos como voar, desaparecer, escalar edifícios, soltar raios etc etc etc...
Para nossos heróis, a vida fecundada no combate ao crime é alterada drasticamente para o combate aos “ites”: artrite, labirintite, gastrite, bronquite, bursite. Para nossos personagens tão cheios de vivacidade e ação nos desenhos, a vida passa a ser estéril e o único pacto que se faz é com a solidão.
O que é que há velhinho?
Não existe vantagem em ficar velho! Já pensou no estado psicológico do Batman ao saber que ele mal consegue trocar uma lâmpada? E o peso do seu “batcinto”? E toda aquela armadura que o consagrou como um dos heróis mais misteriosos da humanidade?
A liga da justiça se transformou em um gigantesco asilo para super-heróis gagás. Uma espécie de retiro dos artistas do Sílvio Santos. O Lanterna Verde descarregou sua pilha, a Mulher Maravilha virou a Vovó Maravilha, o Super Homem virou o Super Frango e os Super Gêmeos não ativam mais nada, só o botão da sua cadeira de rodas e uma ou outra necessidade:
Super Gêmeos ativar: Forma de uma erva cidreira... Forma de uma caridosa enfermeira!
E os felinos?
Hoje, os Thundercats brincam de novelinhos de lã, dentro de caixinhas de areia (coisa de gato velho), e o Lion (líder do grupo) trocou sua espada justiceira por uma muleta companheira.
E o Mun Rá, o vilão do desenho? Bem, esse conseguiu clonar as células tronco da Elza Soares e hoje ainda vive saudavelmente em sua tumba. Só não achou ainda alguém de 27 anos pra casar!
E por falar em felinos, o nosso fofíssimo e malicioso Garfield já está perto da sua sétima vida de gato e a preguiça o consumiu por completo. Ao contrário do “oitentista” Manda Chuva que já se encontra no cemitério dos felinos; De tanto que deu rasteira nas pessoas, acabou tropeçando na própria morte.
Tudo ficou no passado! O Frangolino já virou assado, o Patolino fritado e o Gaguinho ensopado. O Ligeirinho então, coitado, só não virou refeição porque o Frajola envelheceu também e mal consegue subir uma escada.
A mulher biônica já virou sucata e o Gasparzinho já reencarnou e desencarnou novamente!
O He Man se parece com o Schwarzennegger. O Mr Magoo morreu sem ver a vida. A Pantera Cor de Rosa ficou pálida e roxa. Os Smurfs viraram Os Smofos. Os Ursinhos Carinhosos viraram Os Ursinhos bem idosos e o Papa Léguas finalmente caiu do Grand Canyon.
As Tartarugas Ninjas driblaram o tempo, por tempo indeterminado.
E o nosso espião do tempo, brevemente chamado de espelho também é implacável com a mãe natureza:
Com a destruição das geleiras provocadas pelo impacto ambiental, o Picolino adaptou-se ao clima ensolarado dos pântanos da Flórida e hoje, vive harmoniosamente com o Zé Jacaré, relembrando os tempos memoráveis de Pica Pau...
Diferente dos remédios, alimentos, cartões de crédito e planos de saúde, não temos a nossa data de validade registrada em alguma parte do corpo. Isso é uma permanente surpresa, até mesmo para quem se imortalizou em nossa infância.
Seus programas deixam o horário nobre e começam a passar nos horários mais inoportunos... Até cair no Cartoon Network de madrugada e por fim, no ostracismo...
Com o passar dos anos, salvo algumas exceções, eles se imortalizam em nossas recordações, porém, para assisti-los, ficamos refém do You Tube... E só.
Anônimos, famosos, conhecidos, desconhecidos, reverenciados e mal falados: a velhice vai nos pegar um dia!
... A velhice nos alcança devagarinho feito uma tartaruga ao atravessar uma extensa sala de estar, passe o tempo que passar, ela sabe que vai chegar ao outro lado... Para nós, meros mortais, a velhice é a confirmação dos resíduos da nossa vida no passado, mas, e para os heróis da nossa infância e os personagens dos nossos desenhos favoritos?
Bengalas, dentaduras, coréga, cachecóis de lãs e sessão da tarde substituem os poderes mágicos como voar, desaparecer, escalar edifícios, soltar raios etc etc etc...
Para nossos heróis, a vida fecundada no combate ao crime é alterada drasticamente para o combate aos “ites”: artrite, labirintite, gastrite, bronquite, bursite. Para nossos personagens tão cheios de vivacidade e ação nos desenhos, a vida passa a ser estéril e o único pacto que se faz é com a solidão.
O que é que há velhinho?
Não existe vantagem em ficar velho! Já pensou no estado psicológico do Batman ao saber que ele mal consegue trocar uma lâmpada? E o peso do seu “batcinto”? E toda aquela armadura que o consagrou como um dos heróis mais misteriosos da humanidade?
A liga da justiça se transformou em um gigantesco asilo para super-heróis gagás. Uma espécie de retiro dos artistas do Sílvio Santos. O Lanterna Verde descarregou sua pilha, a Mulher Maravilha virou a Vovó Maravilha, o Super Homem virou o Super Frango e os Super Gêmeos não ativam mais nada, só o botão da sua cadeira de rodas e uma ou outra necessidade:
Super Gêmeos ativar: Forma de uma erva cidreira... Forma de uma caridosa enfermeira!
E os felinos?
Hoje, os Thundercats brincam de novelinhos de lã, dentro de caixinhas de areia (coisa de gato velho), e o Lion (líder do grupo) trocou sua espada justiceira por uma muleta companheira.
E o Mun Rá, o vilão do desenho? Bem, esse conseguiu clonar as células tronco da Elza Soares e hoje ainda vive saudavelmente em sua tumba. Só não achou ainda alguém de 27 anos pra casar!
E por falar em felinos, o nosso fofíssimo e malicioso Garfield já está perto da sua sétima vida de gato e a preguiça o consumiu por completo. Ao contrário do “oitentista” Manda Chuva que já se encontra no cemitério dos felinos; De tanto que deu rasteira nas pessoas, acabou tropeçando na própria morte.
Tudo ficou no passado! O Frangolino já virou assado, o Patolino fritado e o Gaguinho ensopado. O Ligeirinho então, coitado, só não virou refeição porque o Frajola envelheceu também e mal consegue subir uma escada.
A mulher biônica já virou sucata e o Gasparzinho já reencarnou e desencarnou novamente!
O He Man se parece com o Schwarzennegger. O Mr Magoo morreu sem ver a vida. A Pantera Cor de Rosa ficou pálida e roxa. Os Smurfs viraram Os Smofos. Os Ursinhos Carinhosos viraram Os Ursinhos bem idosos e o Papa Léguas finalmente caiu do Grand Canyon.
As Tartarugas Ninjas driblaram o tempo, por tempo indeterminado.
E o nosso espião do tempo, brevemente chamado de espelho também é implacável com a mãe natureza:
Com a destruição das geleiras provocadas pelo impacto ambiental, o Picolino adaptou-se ao clima ensolarado dos pântanos da Flórida e hoje, vive harmoniosamente com o Zé Jacaré, relembrando os tempos memoráveis de Pica Pau...
Diferente dos remédios, alimentos, cartões de crédito e planos de saúde, não temos a nossa data de validade registrada em alguma parte do corpo. Isso é uma permanente surpresa, até mesmo para quem se imortalizou em nossa infância.