
Esse período gestativo entre o Natal e o Réveillon é de pura inanição, entretanto, me oferta uma agradável sensação de ociosidade e introspecção alheia...
Introspecção alheia? Isso mesmo!
Começo a questionar a relação de “causa vs efeito” que não se moldam a lógica e ao bom senso (vulgo superstição). Confesso que, além de não entender ao certo essas crendices, me irrita um pouco a prática delas...
Pra que serve? Por que é feito?
E o xeque mate crucial da minha tese: Deu resultado?
Oras, se a história de pular sete ondas tem como base de fundamento histórica a justificativa que o mar remove as impurezas da pessoa, pular as ondas então seria algo totalmente equivocado uma vez que pular as ondinhas confabula (na prática) o afugento ou repulsa que se tem das próprias ondas, correto?
... Sem apuros técnicos, a pessoa (então) deveria mergulhar de cabeça na água e lavar-se de corpo e alma nas águas salgadas do mar.
Porém, faço uma ressalva à minha brilhante ideia: ao mergulhar, certifique-se sobre a existência dos OSBI (Objetos Submersos Bem Identificados), nessa época do ano, as pessoas possuem o hábito suíno de oferecer “coisas” a Iemanjá, tipo: arranjos de flores, garrafas de champagne, bijouterias e velas... Numa dessas, você pode enfiar a cabeça em um desses utensílios e acordar no hospital achando que foi re-batizado pela própria Iemanjá.
Engraçado é analisar o egoísmo alheio na hora de uma dádiva. Seguindo o dito popular que tudo que você faz vem em dobro, não culpe a Deus pelo fracasso do teu ano sendo que na hora da divina devoção, você ofereceu Cidra, flor de cemitério e bijouteria para Iemanjá. Eu pelo menos nunca vi neguinho doar Moet Chandon, Velvet Cliquot ou jóias da H-Stern... Não faria mais sentido?
E eu não paro por aqui. Existem outras manias que eu considero arbitrárias a racionalidade humana:
Acompanhar a vida de famosos no fim do ano... Dá pra acreditar?
Dá!
Vou utilizar novamente minha tese difundida em 3 estágios de indagação:
Pra que? Por que é feito? Deu resultado?
Seu intelecto vai adquirir notáveis avanços em seu QI se você souber onde o Totó (Tony Ramos) vai passar o Réveillon? Vai ficar mais rico se souber o que a Gisele Itié fez no momento das tão esperadas doze badaladas? Vai ficar mais sexy se souber quem foi o famoso que esteve em cima do trio elétrico nas ruas calorosas de Salvador?
Não........................... Né?
No quesito mania, temos uma infindável variedade de crendices e contos do vigário:
Passar inteiro de branco, como se estivesse fantasiado de Garpazinho ou de boneco de Marshmellow dos Caça Fantasmas. Usar cueca ou calcinha amarela. Chupar sementes de romã. Colocar dinheiro no tênis. Folha de louro no bolso...
Usar lençóis novos na primeira noite do ano? E nas 364 noites restantes?
Já perceberam isso? Existem mais regras no ritual do ano novo do que em uma repartição pública!
Minha avó já dizia pra minha mãe: “Não coma aves no fim do ano, elas ciscam pra trás e isso traz má sorte”... Começo a entender o motivo de ver tanta mocinha de nano saia na balada (em pleno inverno) beijando tudo que tem calça jeans e tênis pela frente.
Quanto ao conselho mesozóico acima. Posso comer carne de ornitorrinco, de fuinha ou de dragão de Komôdo?
Simpatias à parte... Acho que a emoção e a efervescência do ano novo devem-se mesmo às manias que nós brasileiros possuímos na hora da virada...
Ser neurótico não é opção de ninguém, mas nós sempre inventamos inúmeras opções para justificar as nossas neuroses.
Feliz 2011... Com ou sem lentilha!
Introspecção alheia? Isso mesmo!
Começo a questionar a relação de “causa vs efeito” que não se moldam a lógica e ao bom senso (vulgo superstição). Confesso que, além de não entender ao certo essas crendices, me irrita um pouco a prática delas...
Pra que serve? Por que é feito?
E o xeque mate crucial da minha tese: Deu resultado?
Oras, se a história de pular sete ondas tem como base de fundamento histórica a justificativa que o mar remove as impurezas da pessoa, pular as ondas então seria algo totalmente equivocado uma vez que pular as ondinhas confabula (na prática) o afugento ou repulsa que se tem das próprias ondas, correto?
... Sem apuros técnicos, a pessoa (então) deveria mergulhar de cabeça na água e lavar-se de corpo e alma nas águas salgadas do mar.
Porém, faço uma ressalva à minha brilhante ideia: ao mergulhar, certifique-se sobre a existência dos OSBI (Objetos Submersos Bem Identificados), nessa época do ano, as pessoas possuem o hábito suíno de oferecer “coisas” a Iemanjá, tipo: arranjos de flores, garrafas de champagne, bijouterias e velas... Numa dessas, você pode enfiar a cabeça em um desses utensílios e acordar no hospital achando que foi re-batizado pela própria Iemanjá.
Engraçado é analisar o egoísmo alheio na hora de uma dádiva. Seguindo o dito popular que tudo que você faz vem em dobro, não culpe a Deus pelo fracasso do teu ano sendo que na hora da divina devoção, você ofereceu Cidra, flor de cemitério e bijouteria para Iemanjá. Eu pelo menos nunca vi neguinho doar Moet Chandon, Velvet Cliquot ou jóias da H-Stern... Não faria mais sentido?
E eu não paro por aqui. Existem outras manias que eu considero arbitrárias a racionalidade humana:
Acompanhar a vida de famosos no fim do ano... Dá pra acreditar?
Dá!
Vou utilizar novamente minha tese difundida em 3 estágios de indagação:
Pra que? Por que é feito? Deu resultado?
Seu intelecto vai adquirir notáveis avanços em seu QI se você souber onde o Totó (Tony Ramos) vai passar o Réveillon? Vai ficar mais rico se souber o que a Gisele Itié fez no momento das tão esperadas doze badaladas? Vai ficar mais sexy se souber quem foi o famoso que esteve em cima do trio elétrico nas ruas calorosas de Salvador?
Não........................... Né?
No quesito mania, temos uma infindável variedade de crendices e contos do vigário:
Passar inteiro de branco, como se estivesse fantasiado de Garpazinho ou de boneco de Marshmellow dos Caça Fantasmas. Usar cueca ou calcinha amarela. Chupar sementes de romã. Colocar dinheiro no tênis. Folha de louro no bolso...
Usar lençóis novos na primeira noite do ano? E nas 364 noites restantes?
Já perceberam isso? Existem mais regras no ritual do ano novo do que em uma repartição pública!
Minha avó já dizia pra minha mãe: “Não coma aves no fim do ano, elas ciscam pra trás e isso traz má sorte”... Começo a entender o motivo de ver tanta mocinha de nano saia na balada (em pleno inverno) beijando tudo que tem calça jeans e tênis pela frente.
Quanto ao conselho mesozóico acima. Posso comer carne de ornitorrinco, de fuinha ou de dragão de Komôdo?
Simpatias à parte... Acho que a emoção e a efervescência do ano novo devem-se mesmo às manias que nós brasileiros possuímos na hora da virada...
Ser neurótico não é opção de ninguém, mas nós sempre inventamos inúmeras opções para justificar as nossas neuroses.
Feliz 2011... Com ou sem lentilha!