
Tudo faz cem anos! A invenção do ar condicionado, a Harley Davidson, o Cometa Halley, a Bússola, o Relógio, as Caravelas... A Dercy Gonçalves.
Das vagarosas caravelas reféns da vontade dos ventos aos supersônicos de 1200 km/h. Da breve silhueta do Cometa Halley às sinuosas curvas da Harley Davidson... Das desculpas esfarrapadas da sua mulher (pra não transar) se defendendo com uma enxaqueca aos cem anos da invenção da aspirina...
Os 100 anos da moda e os 1000 anos do Mestre Yoda! Os 100 anos do sutiã e os 100 anos do mestre Niemeyer. Os 100 anos da borracha e os 100 anos do automóvel... Os 113 anos do Conde Drácula e os poucos anos da Maga Patalógika.
Dentro da nossa cachola, pipocam as mais inusitadas ideias: Você observa uma imagem na rua e começa a divagar sobre ela, ou simplesmente estuda objetivamente o que deseja inovar e pronto, surge um novo Prof. Pardal!
O tempo é o co-autor da peça! Ele imortaliza uma obra literária, consagra uma peça inovadora e afunda um dedicado inventor, afinal de contas, não somos feitos de chips, e sim de células... Será? Eis uma tese a ser discutida dada a insensibilidade de alguns seres pensantes.
E nas minhas cento e poucas palavras não cabem acontecimentos sucedidos há pouco tempo, com exceção desse precoce painel dedicado as teorias engraçadas e enfadonhas das tramas definidas e indefinidas do nosso cotidiano (dentro desse circo humano intitulado bestamente de vida!)
Aqui, juntamente com vocês, não resisto à tentação de expor o que me vem à mente: Socializo, banalizo, ironizo, improviso, polemizo, unifico, emociono e entretenho...
E se para alguns o reconhecimento não vale nem uma paçoca, saiba que vocês são a minha cama elástica para a criatividade...
Obrigado pelos saudosos e surpreendentes debates nos comentários, pela companhia virtual e sempre intelectual, pela entrega, pela empolgação.... Obrigado pela participação de vocês quase que conjunta aos meus textos e as minhas histórias.
Cem anos em cento e poucas palavras? Não exatamente. Hoje comemoro cem crônicas para vocês que são "cem palavras"...
... Obrigado por estarem presentes me dando esse presente que á a presença de vocês!
“Enquanto vivemos na pressa, as crônicas não morrem depressa. Elas prolongam a nossa pressa de viver em presságios gostosos de se ler”
André L Evangelista